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Gráficos mostram letalidade da Ômicron, Delta e outras variantes da Covid-19

As informações colhidas e divulgadas na plataforma Our World In Data (Nosso Mundo em Dados, em português) nos permitem entender a gravidade e a disseminação das variantes da Covid-19 em diferentes países do mundo.

Assim como outras nações, o Brasil atualmente enfrenta a propagação da mutação Ômicron. Estima-se que 58% dos sequenciamentos realizados no país denunciem a variante Ômicron, contra 42% da Delta. Em Florianópolis, 102 casos foram identificados até segunda-feira (3).

Mortes nas África do Sul e Reino Unido

O gráfico abaixo da imagem mostra o número de mortes registradas nos países África do Sul (esquerda) e Reino Unido (direita). Acima está a quantidade de casos documentados nos países durante as diferentes ondas das cepas de Covid-19.



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Tanto a variante Alpha como a Delta provocaram aumento expressivo de mortes durantes os seus surtos. Em ambos os países, entretanto, não foi visto o mesmo aumento com a propagação da cepa Ômicron – estudos iniciais mostram menor letalidade desta variante.

Imagem compara o número de mortes (gráfico abaixo) durantes as diferentes “ondas” de Covid-19 no Reino Unido e África do Sul. A propagação da variante Ômicron foi a que resultou em menos óbitos- Foto: Our World In Data/BTG Pacutal/Divulgação/NDImagem compara o número de mortes (gráfico abaixo) durantes as diferentes “ondas” de Covid-19 no Reino Unido e África do Sul. A propagação da variante Ômicron foi a que resultou em menos óbitos- Foto: Our World In Data/BTG Pacutal/Divulgação/ND

Delta

Apesar dos primeiros casos serem identificados na Índia em novembro de 2020, os casos da variante Delta só começaram a crescer em março de 2021, alcançando o auge de em junho de 2021. Os gráficos mostram queda dos casos a partir do final de novembro.

No gráfico abaixo estão dados dos países Alemanha, Índia, Canada, Estados Unidos, França e Reino Unido. Em Santa Catarina, a transmissão comunitária desta mutação foi confirmada em 19 de agosto de 2021. Na época 26 transmissões tinham sido registradas em solo catarinense.

Maior carga viral (responsável por formas mais graves da doença), maior transmissibilidade que as variantes anteriores e replicação no trato respiratório superior são marcas da Delta. O primeiro fator é responsável pelo aumento da letalidade da doença, mostram estudos publicados.

Propagação da variante Delta no mundo – Foto: Our World In Data/Divulgação/NDPropagação da variante Delta no mundo – Foto: Our World In Data/Divulgação/ND

Ômicron

Após o avanço da Delta, foi a vez da Ômicron ganhar espaço. Enquanto o Brasil registrava o primeiro caso, a variante explodia nos países da Europa nos meses de novembro e dezembro. Mais veloz que as “cepas irmãs”, está nova mutação provoca menos hospitalizações.

Segundo informações apuradas pela Agência Brasil, seis estudos em fase preliminar sugeriram que a Ômicron tem maior facilidade de invadir as vias respiratórias altas, mas menor capacidade de infectar os pulmões, o que pode explicar a sua maior capacidade de infecção e menor letalidade.

Mutação Ômicron começou a se propagar no final de 2021 – Foto: Our World In Data/Divulgação/ND

O número de casos registrados em Florianópolis alcançou a marca de 102 na última segunda-feira (3). Ela é apontada como a principal responsável pelo atual surto de casos registrados em Santa Catarina.

Os dados desta quarta-feira (5) mostram que a mutação mais contagiosa da Covid-19 se tornou dominante em quatro de sete países analisados. No Reino Unido, 96% dos sequenciamentos denunciam infecção pela Ômicron.

A dominância é vista na França (80%) e Estados Unidos (80%). No Brasil a preponderância é um pouco menor: são 58% de sequenciamentos da variante Ômicron, contra 42% da Delta. A variante Delta permanece preponderante em alguns países. São 60% dos sequenciamentos no Canadá, 61% na Índia e 86% na Alemanha, por exemplo.

 

Distribuição das variantes – Foto: Our World In Data/Divulgação/ND

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