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Confira situação das rodovias federais e o que falta para finalizar as obras

Um abaixo-assinado virtual, chamado de SOS Rodovias, foi lançado, na manhã desta segunda-feira (29), pelo Grupo ND e Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) para mobilizar a sociedade por mais investimentos nas rodovias federais do Estado.

Na ocasião, o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (sem partido), anunciou a liberação de R$ 50 milhões para a construção de terceiras faixas na BR-282. Dessa forma, o ND+ apresenta o levantamento da situação e o que falta para finalizar as obras nas rodovias federais.

 

BR-101 (trecho Norte)

A projeção para os próximos oito anos é que o volume de veículos nos municípios do entorno da BR-101 passe de 2,6 milhões para 4,5 milhões. A Fetrancesc (Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina) calcula um prejuízo para a economia brasileira de R$ 6 bilhões só com lentidão gerada na região de Paulo Lopes e Palhoça, municípios da Grande Florianópolis.



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O corpo técnico da Fiesc junto com engenheiros, entidades, CREA e concessionária desenvolveram propostas que contemplam a construção de faixas adicionais, marginais com continuidade, implantação de viadutos, pontes de transposição, readequação das alças e agulhas de acesso, além de melhorias nas intersecções com outras rodovias. O custo das obras estruturantes é de aproximadamente R$ 2,6 bilhões de reais.

 

BR-280

As cidades do entorno da BR-280 registram 1,6 milhão de pessoas. A obra, dividida em três lotes, estava orçada em R$ 1 bilhão, mas em 2014. De acordo com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) foram executados 12% dos serviços do lote um. Além disso, 53% das obras foram realizadas nos lotes 2.1 e 2.2.

O Dnit atribui essa lentidão a falta de recursos. Havia uma previsão de que o governo federal investisse R$ 115 milhões neste ano, o que não se confirmou.

O lote um, em Araquari, só não está totalmente parado porque o governo de Santa Catarina colocou R$ 50 milhões de recursos próprios por meio de um convênio assinado com o Ministério da Infraestrutura.

Outro entrave na duplicação da BR-280 são os 570 processos de desapropriações ainda pendentes de solução. Além disso, é necessário o projeto e licenciamento ambiental no Canal do Linguado em São Francisco do Sul, fechado em 1935.

 

BR-163

São 47 quilômetros entre as cidades de São Miguel do Oeste e Dionísio Cerqueira, no extremo oeste de Santa Catarina. Em alguns trechos da BR-163, como em Guaraciaba, o asfalto praticamente desaparece e pelo caminho sobram pedras, buracos e poeira.

 

Trecho da BR-163 em Santa Catarina – Foto: Julio Cavalheiro/Divulgação/ND

Em março, o Ministério da Infraestrutura deu uma nova esperança ao liberar a ordem de serviço para a ampliação de capacidade, restauração, melhoramentos e eliminação de pontos críticos com prazo de término em três anos.

O Dnit afirma que o “cronograma físico-financeiro atual das obras prevê o término do empreendimento em julho/2022”, prazo condicionado a disponibilidade de recursos federais.

O valor atualizado da obra é de R$ 251,7 milhões e está garantido pelo governo federal, através da Lei Orçamento Anual de 2021, apenas R$ 15,4 milhões.

BR-282

Uma ponta a outra do Estado ligada por 680 quilômetros de asfalto deteriorado, acostamentos inexistentes ou precários, pista simples e trafegabilidade comprometida.

De Ponte Serrada à Xanxerê, a rodovia parece um tapete preto. Porém, basta andar alguns quilômetros para a ilusão terminar. Entre Nova Erechim e Nova Itaberaba o asfalto liso e nivelado some quase como em um passe de mágica.

Os transtornos estão em vários trechos entre São Miguel do Oeste e Campos Novos no entroncamento com a BR-470.

Em agosto de 2017 o governo federal autorizou o início dos reparos em 190 quilômetros entre Chapecó e São Miguel do Oeste. No entanto, um mês depois, o trabalho acabou paralisado por decisão judicial e reiniciado em dezembro do mesmo ano.

O contrato prevê obras de adequação da capacidade, restauração, melhoramentos e eliminação de pontos críticos entre o km 534,8, próximo do acesso ao município de Chapecó até o acesso de São Miguel do Oeste, no km 650,7.

Neste mesmo contrato está prevista a recuperação da BR-158 do km 98,9 em Maravilha até o km 147,3, próximo à divisa com o Rio Grande do Sul. Segundo o Dnit, até o momento, apenas 40% dos serviços foram executados.

A previsão é concluir esse trecho em maio de 2022 se tiver disponibilidade de recursos. O valor da obra é de R$ 217 milhões.

A novela para duplicar um trecho de 73 quilômetros da rodovia, entre Navegantes e Indaial, começou a ser escrita em 2007. Em oito anos, a obra parou diversas vezes e ainda não se tem garantia de dinheiro para terminar os serviços.

Um levantamento da Secretaria de Infraestrutura de Santa Catarina aponta que faltam R$ 662 milhões para concluir a duplicação. Além disso, são necessários outros R$ 200 milhões para desapropriações.

Sem dinheiro em caixa, o Governo Federal receberá uma ajuda de R$ 300 milhões em recursos de Santa Catarina para acelerar a duplicação.

 

Com informações ND+

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