Banner Mach
Banner Nova

Black Friday: clientes estão com baixa expectativa segundo comerciantes

KIEV, UKRAINE - 2020/11/11: A man wearing a face mask as a preventive measure walks past a Black Friday advert in downtown Kiev. The so-called 'weekend quarantine' has been introduced in Ukraine over the aggravated epidemic situation, the relevant decision was made at a government meeting on 11 November 2020, reportedly by media. In the past 24 hours, Ukraine has registered 10,611 of the new COVID-19 coronavirus cases, 191 death. In a total of 489,808 laboratory-confirmed cases of the COVID19 coronavirus in Ukraine, of which 8,947 were fatal. (Photo by Pavlo Gonchar/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

Uma das datas mais importantes para o comércio se aproxima. A uma semana da Black Friday, que acontece oficialmente na última sexta-feira de novembro – dia 26, em 2021 -, lojistas de Florianópolis já começam a se preparar para receber as centenas de clientes em busca de promoções.

Por outro lado, parte do setor demonstra incertezas quanto às ações promocionais, e reacende as dificuldades após quase dois anos de pandemia da Covid-19.

Nos anos anteriores, era comum encontrar muitas lojas enfeitadas com balões e vitrines estampadas com cartazes de superpromoções muito antes da esperada data – em alguns casos, desde o início de novembro.



Para receber as notícias da página São Bento Notícias pelo WhatsApp no seu celular clique aqui!

A uma semana da data, a reportagem circulou pelo Centro, onde máscaras não cobriam os rostos e a alta nos preços não parecia preocupar muitas pessoas. A falta de expectativa, por sua vez, sugere que a tradição pode ter perdido parte do impacto na Capital.

Há poucos dias da Black Friday, o comércio do Centro de Florianópolis, que é um ponto central de vendas, parece não estar totalmente crente que a data trará grande movimentação e lucro. As apostas podem ser mais certeiras nas semanas que antecedem o Natal.

Boa parte das lojas e comércios que ocupam a região central não sabe se irá aderir – ou ainda não recebeu das equipes de planejamento um posicionamento sobre promoções e descontos da Black Friday.

“Ainda não recebemos nada do setor de marketing”, revelou um lojista à reportagem nesta quarta-feira (17). “Algumas pessoas falaram que a Black Friday é só para loja de eletrônicos e móveis, então não sabemos de nada”, comentou outro, diante de tantas incertezas. A data, até então, era considerada a “mais aguardada do ano”, perdendo apenas para o Dia das Mães.

Benta é vendedora em uma loja de vestuário, que possui outras cinco filiais. O estabelecimento está entre os que dependem do retorno da matriz para realizar ações e descontos. Apesar disso, a vendedora não tem grandes expectativas para a Black Friday deste ano. “No ano passado já foi bem ruim, por causa da pandemia”.

“Tá bem parado. Nós já temos uma clientela formada, mas está muito parado”, acrescenta a mulher, sentada, afirmando que não há clientes. “Não é querer ser negativa, mas nós não esperamos muita coisa”, completa.

Ela justifica. “Uma por causa da pandemia, e outra porque o pessoal tá sem dinheiro pois o décimo [terceiro salário] já saiu, então uma coisa chama a outra”, comenta a vendedora.

Há uma semana da Black Friday, Centro da Capital ainda não traz movimento tradicional – Foto: Leo Munhoz/ND
Há uma semana da Black Friday, Centro da Capital ainda não traz movimento tradicional

O mesmo cenário se repete em uma loja de cosméticos, na Capital catarinense. Neri, gerente da unidade, explica que a butique não tem intenção de participar das ações.

“Uma coisa ou outra colocamos no preço, mas não temos muita expectativa de vendas”, diz o gerente. O estabelecimento, que chegou a diminuir os valores de alguns produtos na Black Friday de 2020, não teve grande retorno financeiro.

“A expectativa não está alta como nos anos fora da pandemia, porque queira ou não, ainda tem pandemia. E além da restrição pessoal, tem o financeiro. Muitas pessoas têm vontade [de comprar], mas não podem”, relata o gerente.

“Nós da área dos cosméticos vemos a dificuldade do cliente de comprar aquilo que deseja. A mulher tem vontade de comprar uma tintura melhor, por exemplo, mas opta pela mais barata, porque o dinheiro está limitado e ela tem outras prioridades”, continua.

“Além do mais, os preços foram todos para os ares, então elas estão regrando muito, contrabalanceando com a primeira necessidade”, acrescenta.

Neri ainda explica que a crise da pandemia, que persegue a população, é um dos motivos pelos quais a empresa não consegue se envolver em uma campanha maior.

Os que esperam a data com grandes expectativas

Mesmo em meio às dificuldades da pandemia, há um outro lado: o dos que esperam a Black Friday com ansiedade e grandes expectativas. Eles, inclusive, não deixam para aproveitar somente o dia oficial, mas já “aquecem” os consumidores com a Pré-Black.

As lojas de móveis, eletroeletrônicos, óticas e relojoarias são as líderes em preparação para a campanha. Ainda no início de novembro, as promoções já começaram a chamar a atenção dos compradores, e prometem, ao longo do mês, ser ainda mais atraentes.

“A expectativa está em fazer uma grande Black Friday, principalmente depois de dois anos com a pandemia”, comenta Viviane, gerente de uma loja de varejo, que se prepara para a campanha há um ano. “Quando termina uma, já começamos a nos programar para a outra”, acrescenta.

Na loja de varejo, os dias de aposta são entre 24 e 27 de novembro. Apesar disso, o comércio já tem ofertas diferenciadas desde o início do mês, mas guarda as mega-promoções para o final, chegando a oferecer 70% de desconto.

Vendedores de uma das maiores varejistas no setor de eletrodomésticos, móveis e eletrônicos, as lojas Koerich, também estão entusiasmados e positivos com a campanha. “Nossas expectativas são as melhores possíveis. Estamos com a Pré-Black Friday agora, e dia 25 [de novembro] começa”, comenta o gerente Fernando, que garante “preços arrasadores”.

“Nós estamos com a expectativa muito alta, já que no ano passado estávamos no meio da pandemia. A ideia é superar 2019 e 2020”, afirma Letícia, gerente de uma ótica e relojoaria.

Atenção aos descontos

Atraídos pelas palavras “descontos” e “promoções”, muitas pessoas ainda são vítimas de ofertas enganosas na Black Friday. Em Florianópolis, o Procon municipal começou em outubro ações de monitoramento e fiscalização para combater fraudes e anúncios enganosos, para evitar as mesmas reclamações de consumidores em anos anteriores.

Procon em suas fiscalizações do comércio para a Black Friday – Foto: Procon/Divulgação/ND
Procon em suas fiscalizações do comércio para a Black Friday 

 

“O Procon está fazendo essa ação no comércio para evitar que os consumidores sejam enganados. A prática abusiva de aumentar o preço e depois diminuir falando que é promoção é propaganda enganosa”, diz o diretor do Procon de Florianópolis, Alexandre Farias Luz.

Tiago Silva, diretor do Procon de Santa Catarina acrescenta: “Vamos estar presentes no dia das promoções, verificando se não há alterações e monitorando para que os consumidores tenham os descontos”, enfatiza.

Segundo Thiago Silva, em 2020 houve apenas um estabelecimento autuado com propagandas que não condiziam com a realidade. Ele afirma que o consumidor deve estar atento para verificar se os descontos estão sendo praticados.

Caso o desconto não esteja sendo efetuado, o consumidor deve comunicar o Procon, valendo tanto para compra presencial, quanto pela internet – onde o comprador tem sete dias para se arrepender da aquisição e pedir devolução.

Clique em Curtir Página