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Boris Johnson anuncia fim da quarentena na Inglaterra

quarentena no Reino Unido está chegando ao fim. Depois de quase três meses em isolamento total, a reabertura do país era bastante aguardada. Boris Johnson anunciou nesta terça-feira (23) a retomada de cinemas e museus a partir do próximo dia 4 de julho. Pubs e restaurantes também podem reabrir as portas nesta data, mas seguindo algumas regras de distanciamento social.

Para que a economia retome todas as suas atividades, a regra agora exige um metros de distância entre cada pessoa. Salões de beleza e barbearias devem voltar a funcionar também respeitando a determinação para evitar aglomerações. Festas dentro de casa são desaconselhadas e ao ar livre podem acontecer, mas com no máximo seis pessoas. Academias, piscinas públicas e casas noturnas vão permanecer fechadas.

 

Os números de mortes e contaminações estão despencando depois que o país seguiu quase três meses de isolamento levado a sério. Na segunda-feira (22) foram reportadas 15 mortes por covid-19 na Grã Bretanha, o menor número desde março. Existe a usual subnotificação dos finais de semana, mas ainda assim a cada semana que passa as estatísticas são menores.

O que se discute na Inglaterra, no entanto, é que mesmo assim o governo parece estar reabrindo o país mais rápido do que deveria. A avaliação é que a saúde pública agora deixou de ser a prioridade e resgatar a economia virou a missão número um neste momento. Os indicadores das últimas semanas mostram que o pior já ficou para trás tanto em contaminações quanto em contração do PIB. O estrago foi grande e agora Londres tenta correr contra o tempo para evitar uma catástrofe econômica ainda maior.

O fato é que lojas já voltaram, aulas presenciais em setembro estão confirmadas e a Premier League está a todo vapor — mas a vida na Inglaterra só vai ter alguma cara de normalidade mesmo quando os pubs reabrirem — e isso agora está mais perto de acontecer.

 

Em outro destaque, o jornal londrino Financial Times noticia que investidores estrangeiros elevaram o tom contra o governo Bolsonaro. Um grupo de 29 instituições financeiras entregou hoje em Brasília carta exigindo que os níveis de desmatamento da Amazônia sejam controlados. Há uma ameaça clara no texto indicando que os estrangeiros podem começar a desinvestir no Brasil se as políticas de Ricardo Salles forem adiante.

O texto diz que “considerando o aumento das taxas de desmatamento no Brasil, estamos preocupados que as empresas expostas a desmatamento potencial em suas operações e cadeias de suprimentos no enfrentem dificuldade crescente de acessar os mercados internacionais. Também é provável que os títulos soberanos brasileiros sejam considerados de alto risco se o desmatamento continuar”.

As instituições que assinam o documento controlam ativos num total de US$ 3,7 trilhões. Segundo o Financial Times, um dos signatários da carta declarou que “não é apenas uma ameaça, estaríamos considerando desinvestir. Acreditamos que o Brasil pode enfrentar desafios econômicos estruturais se não ajustar seu curso de ação”.

 

 

JovemPan

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