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Jovem que matou a namorada em Pirabeiraba é condenado a 12 anos de prisão

Oxford

Acusado de matar namorada em Joinville e transportar corpo no carro é condenado a 12 anos de prisão. Gabriella Custódio da Silva morreu em julho de 2019. Defesa de Leonardo Natan Chaves Martins afirma que vai recorrer.

 

 

Em júri popular nesta terça-feira (27), Leonardo Natan Chaves Martins foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado pela morte de Gabriella Custódio da Silva, de 20 anos. Ela foi baleada em julho de 2019. O júri ocorreu em Joinville, no Norte do estado. Martins foi condenado por homicídio qualificado doloso. O advogado Jonathan Moreira dos Santos, que defende o réu, afirmou  que “A defesa demonstrou ao júri que não houve feminicidio e o júri acatou. Infelizmente reconheceram homicídio doloso, no qual a defesa discorda e irá recorrer”.

 

Veja como foi a reconstituição da morte de Gabriella Custódio

Gabriella Custódio morreu em 23 de julho de 2019. Ela foi baleada na casa da sogra, no distrito de Pirabeiraba, em Joinville. Em seguida, ela foi levada pelo companheiro para o hospital na cidade dentro do porta-malas de um carro. Imagens de câmera de segurança mostraram quando ele fugiu em menos de um minuto após deixá-la no pronto-socorro.

 

 

Júri

O julgamento começou às 9h e terminou às 19h50. De acordo com o Poder Judiciário, no período da manhã foram ouvidas quatro testemunhas, uma indicada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e as outras três pela defesa do réu. Martins também falou ao júri.

 

 

Em seguida, a acusação, através do MPSC, apresentou vídeos de depoimentos e imagens da chegada da vítima carregada no colo para dentro do hospital. Conforme o Poder Judiciário, os advogados de defesa argumentaram que o tiro foi acidental.

O réu está preso preventivamente desde agosto do ano passado, quando se entregou.

 

Morte de Gabriella

 

Gabriella Custódio, que tinha 20 anos, foi morta com um tiro no peito no dia 23 de julho de 2019. Após ser baleada, a jovem foi levada até o Hospital Bethesda no porta-malas de um carro por Leonardo, que fugiu em seguida. Ela já chegou morta na unidade.

Após deixar a namorada em cima de uma maca, Leonardo fugiu para São Francisco do Sul, também Norte catarinense, e, no caminho, teria jogado a arma usada no crime no Canal do Linguado. Ele disse à polícia que o disparo foi acidental e teria ocorrido enquanto mostrava a arma para a companheira.

 

 

O outro suspeito de participação no crime, Leosmar Martins, pai de Leonardo, foi encontrado morto com um tiro na cabeça em um carro na BR-280 em fevereiro de 2020. Ele havia sido indiciado por fraude processual e posse ilegal de arma em agosto de 2019, porque a arma utilizada no crime era dele e não era regularizada.

Informação G1

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